Entenda como o Seguro de Vida é importante para amenizar a desigualdade social

A pandemia está passando, mas é inevitável que ela continue sendo um assunto debatido entre os mais diversos setores da sociedade. Isso porque as sequelas deixadas vão continuar prejudicando o desenvolvimento do país, e do mundo, por muito anos.  

Segundo Especialistas, os principais sintomas dessa crise sanitária, como inflação e desemprego, afetaram mais a população de menor renda, ampliando a desigualdade social, mesmo com o país voltando ao nível de atividade econômica que possuía antes da pandemia.  

 

Por que a pandemia atingiu os mais pobres? 

Os reajustes de preços nos últimos dois anos foram mais intensos no itens da cesta básica, como alimentos, energia elétrica e combustíveis.  

Outro fator foi o índice de desemprego: o nível de ocupação dos trabalhadores brasileiros caiu 7,7% entre 2010 e 2020, segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

E a renda da população também caiu. As medidas contra a pandemia atingiram principalmente as atividades essencialmente presenciais, as quais não puderam ser substituídas pelo digital, como: comércio ambulante, salão de cabeleireiro, restaurantes por quilo e serviços de manutenção.  

 

Para as Seguradoras, um dos aspectos mais relevantes, a respeito da desigualdade social, é o impacto positivo na estabilidade e na resistência das economias e sociedades. 

Foi diante desse cenário que o  Instituto Swiss Re elaborou seu mais recente relatório, o “Reformulação do contrato social: o papel do Seguro na redução da desigualdade de renda”, que teve como objetivo analisar o crescimento e as consequências da disparidade de renda em todo mundo e as oportunidades para que o capital privado tenha um impacto positivo sobre a desigualdade.

O estudo mostra que o Seguro de Vida é uma ferramenta poderosa para promover o crescimento econômico, já que ele fornece a proteção financeira necessária para melhorar a resiliência dos cidadãos mediante as crises e aumenta as possibilidades de que um segmento amplo da sociedade possa acessar níveis melhores de bem-estar. 

Dessa forma, eles se transformam em um alívio na ocorrência de certas calamidades, que fazem os lares diminuírem seus rendimentos, ou, ainda, a capacidade de ganhar renda. Isso é particularmente importante para os mais vulneráveis porque, sem uma proteção financeira, as famílias de baixa e média renda podem atingir a pobreza no caso de uma crise grave. 

A digitalização também desempenha um papel estratégico para o mercado de Seguros, já que a inovação pode tornar o serviço ainda mais acessível e barato para um número maior de pessoas. 

É por isso que o relatório recomenda ações que as Seguradoras devem realizar para combater o cenário de desigualdade, como:  

 

  1. Comprometer-se com o setor público para estudar estratégias complementares para uma rede de Segurança social; 
  2. Inovar com a criação de produtos e recursos novos, desde microsseguros para os mais pobres até novos produtos e serviços para a classe média, que ainda não se vê atendida pelos Seguros tradicionais; 
  3. Aproveitar a tecnologia para deixar os Seguros de Vida mais acessíveis e baratos; 
  4. Promover o conhecimento financeiro sobre Seguros e a importância da Segurança Financeira. 

 

Ou seja, o Seguro de Vida particular, apesar de não ser um produto desenvolvido para combater diretamente a desigualdade social, pode ser um um grande aliado para aliviar as consequências financeiras de certas calamidades, que fazem com que a população diminua ou perca os seus rendimentos. 

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