Recentemente abordamos no nosso blog as tendências para o pós-confinamento e convocamos especialistas para falar do papel do gestor nesse momento. Agora, vamos analisar algumas pesquisas que se dedicaram a mostrar o comportamento da sociedade e como ela enxerga ou quer enxergar as marcas. A mudança de ares afetou quase tudo: seus desejos, suas necessidades e sua percepção. Ou seja, na carona do novo normal vieram novos padrões e um cliente novo. Vamos aos dados:

O que os consumidores esperam das marcas?

Segundo a pesquisa Barômetro Covid-19, realizada pela Kantar, essa pergunta possui quatro pilares na sua resposta. Os clientes esperam que as marcas ajam com responsabilidade, ajudem a população local, respeitem seus colaboradores e principalmente possam entregar algo com valor real, sem oportunismo. Esse levantamento mostrou que os consumidores concordam que as marcas devem:  informar seus esforços para enfrentar a situação (88%); falar sobre como eles podem ser úteis na nova vida cotidiana (86%), usar um tom tranquilizador (79%), oferecer uma perspectiva positiva (78%), comunicar os valores da marca (78%), e não devem explorar a situação do coronavírus para se promover (80%). 

O que os consumidores esperam das empresas em tempos de coronavírus?

A pesquisa mostrou que os entrevistados esperam que as organizações se preocupem com a saúde de seus funcionários (67%), favoreçam o trabalho flexível (18%), promovam o uso de ferramentas de comunicação digital no trabalho (4%), façam doações para apoiar a pesquisa científica (3%) e a compra de materiais para hospitais (2%). Além é claro de oferecer descontos e promoções (1%), proteger o fornecimento de serviços e produtos aos consumidores (1%) e, configurar call centers para responder às perguntas dos consumidores (1%).

Sai o digital, entra o digitAll (“tudo no digital”, em tradução livre)

A pesquisa da Kantar ainda aponta que surgirá uma nova onda de compradores digitais. O motivo dessa crença é que já dá para ver um crescimento mais rápido nas compras on-line do que em qualquer outro setor do varejo. O Barômetro mostra que compradores estão experimentando o comércio eletrônico pela primeira vez e, os que já eram adeptos desse meio de compra, estão gastando mais nele. Cerca de uma a cada três famílias teve um aumento significado de compras no e-commerce no período da pandemia. E uma a cada três pessoas (33%) acredita que suas futuras compras on-line serão mais robustas.

A vez dos pequenos e do “localismo”

Você que é pequeno empresário que sente medo de operar num mercado dominado pelas gigantes varejistas, pode comemorar. Isso porque o boom eletrônico criará/fortalecerá marcas menores. 38% dos entrevistados afirmaram que continuarão consumindo em PMEs que tiveram o primeiro contato e compra durante a crise. O comércio de rua ainda resistirá, porque os dados também mostram que um quarto dos compradores digitais acha a experiência menos satisfatória que visitar uma loja física. 

Além disso, as campanhas em prol do fortalecimento do comércio local parecem ter surtido efeito. O “localismo” se tornou um movimento importante de conscientização e fortalecimento das vizinhanças. Em todo o mundo, os consumidores se mostram mais adeptos a consumir o que é produzido localmente. 65% dos entrevistados preferem comprar o que é produzido pelo próprio país e 42% dos consumidores dizem que, agora, prestam mais atenção à origem dos produtos (nas famílias com crianças esse número aumenta para 52%). E isso tem um motivo, um quarto dos entrevistados acredita que ao fazer esse movimento ajuda as marcas que eles usam a auxiliarem o retorno da produção do seus países, enquanto um terço acha que os produtos importados apresentam um certo risco para sua segurança, principalmente aqueles do epicentro da pandemia como China e os Estados Unidos.

Isso acende um alerta na América Latina que está despontando para ser o novo epicentro da doença. Ou seja, as importações devem diminuir se isso se confirmar, então o foco no mercado interno pode ser uma alternativa viável.

Ufa! Pronto! Nós sabemos, muitos dados, muitos números. Mas são eles os seus maiores aliados para o novo mundo e o novo cliente que se aproximam.

Fonte:

Millwardbrown.com

Kantar.com

Ecommercebrasil.com.br

 

 

 

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