Metaverso: Saiba o que é e quais oportunidades ele oferece

Em outubro de 2021, o Grupo Facebook anunciou que passaria a se chamar Meta. O anúncio da mudança de nome foi feito pelo cofundador da Empresa Mark Zuckerberg, durante um evento sobre a realidade virtual e o chamado metaverso. 

Após o anúncio, junto com a informação de que a Empresa investirá 150 milhões de dólares no desenvolvimento de um ambiente virtual, integrado  à realidade, a palavra metaverso ganhou os holofotes.  

Apesar do recente burburinho, o conceito já é trabalhado há alguns anos e tem aberto portas para novas oportunidades de mercado. Segundo o portal Meio & Mensagem, 6% dos internautas brasileiro já passam tempo em ambientes virtuais, considerados metaversos, como Second Life e World of Warcraft. 

 

Mas, afinal, o que é o metaverso? 

Metaverso é o termo usado para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais. O conceito surgiu no livro de ficção científica Snow Crash, do escritor Neal Stephenson, em 1992.  

Na história, o metaverso é um mundo virtual em 4D, povoado por avatares de pessoas reais interagindo com diversos tipos de experiências. A série Black Mirror aborda muito bem o que é o metaverso no terceiro episódio da terceira temporada, “San Junípero” e o filme Ready Player One (“Jogador Número 1”, em tradução livre) também ilustram um mundo virtual chamado OASIS, utilizado como fuga de um futuro distópico. 

E, finalmente, temos recursos para transformar ficção científica em realidade por meio de tecnologias como realidade aumentada, modelagem 3D, aprendizado de máquina, cloud computing e IoT (“internet das coisas”) que tornam efetivamente possível esse “novo universo”. 

Seus usos e possibilidades não se limitam à interação social – e é por isso que diversas Empresas já se mostram interessadas na ideia. 

 

Metaverso como possibilidade de negócio 

Um universo digital complexo exigirá muito mais das redes, como infraestrutura 5G em larga escala. Isso requer novas instalações de antenas, cabos, produção de todos os componentes de rede e infraestrutura de T.I.  

Se falarmos de um plano de negócio voltado para o metaverso, as possibilidades são infinitas, limitadas apenas à criatividade do empreendedor.  

Por exemplo, já existem soluções em realidade virtual que permitem que funcionários de uma mesma Empresa trabalhem juntos em um escritório, só que remotamente. 

As lojas também podem oferecer experiências virtuais para os seus Clientes ao oferecer produtos físicos do mundo real. Em vez de visitar um apartamento in loco, antes de comprá-lo, o Cliente terá a possibilidade de fazer uma visita virtual dentro do metaverso. Isso sem contar na possibilidade de comprar uma casa dentro desse universo paralelo. Pode parecer piada, mas já teve gente que pagou a “mixaria” de R$2.5 milhões só para ser vizinho virtual do rapper Snoop Dogg. E o número de corretoras virtuais não param de crescer! 

Quem trabalha com eventos, shows e exposições de arte pode se animar. Afinal, no metaverso, não haverá preocupação de limite de pessoas, de Segurança contra incêndios ou tampouco de fronteiras. Inclusive, já houve festivais de música em mundos digitais de games, como é o caso do Minecraft. 

A popularidade do NFT vem crescendo a cada dia, principalmente para as áreas de games, coleções licenciadas, artes ou peças do mundo fashion. Um NFT é a representação de um item exclusivo, que pode ser digital ou física. A venda de NFT’s exclusivos é uma grande possibilidade e sua criação é muito simples, podendo ser  imagem, vídeo, música ou um modelo 3D. 

Nesse sentido, há um mar de oportunidades para que novos negócios aproveitem um campo ainda pouco explorado, seja criando ferramentas que permitam acesso à realidade virtual a menores empreendimentos e Empresas que incluam no metaverso tecnologias que estão em uma crescente, como as NFTs, inteligência virtual e ativos digitais diversos. Chegou a hora de pensar – ao mesmo tempo – fora da caixa e dentro da rede.

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